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A Crítica Textual Moderna e seus problemas

  • Foto do escritor: Sitri Silas
    Sitri Silas
  • 15 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Conquanto existam utilidades na crítica textual, e aqui importante destacar, principalmente na questão apologética, ela também possui muitos problemas. Inicialmente podemos falar da questão dos pressupostos. Como toda área de conhecimento humano, a critica textual tem suas metodologia e estruturação de conhecimento baseado em axiomas, que são, por definição, naturalistas, ou seja, há uma limitação na abordagem da crítica textual em face da questão da preservação da Escritura (que é um pressuposto espiritual). E esse problema pode desembocar em outros problemas, como o secularismo e também o liberalismo teológico. Não por acaso os que são considerados pais da crítica textual bíblica possuiam vários problemas com doutrinas do cristianismo, Broke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort, que inauguraram a crítica textual bíblica moderna no final do século XIX, ambos eram mariólatras, fundaram clubes de “caças a fantasmas” e mexiam com eventos paranormais, além de negarem a literalidade de Gênesis e da criação e serem evolucionistas (com ligações com Darwin, Sigmun Freud e Carl Jung). Não bastasse isso, visões complicadas sobre Satanás, a inspiração divina da Escritura, etc, são comumente encontrados em seus pensamentos. A importância dessas informações é de que, do trabalho de “critica” de Westcott e Hort derivou todos os trabalhos que levam em consideração a crítica textual como ferramenta de recuperação do texto original da Escritura, Tregelles, Nestle-Aland, SBLNGT, etc, são derivados do trabalho de Westcott e Hort, e tem então bastante influência em várias traduções e versões que temos hoje em dia (a maioria baseada em Nestle-Aland, sigla NA).


A crítica textual moderna em si, como toda área de conhecimento humano, tem seu espaço na academia moderna. O que não seria problema, se não estivéssemos numa época em que o secularismo e o naturalismo tomaram conta da maioria da academia. Isso leva a dois problemas hodiernos quando nos deparamos com a questão da crítica textual. A primeira questão é que, conforme o pensamento secularista, o texto bíblico é tratado com o ceticismo inerente, sendo assim, a crítica textual é tida como algo não para se tratar da preservação do texto bíblico, mas para servir ao método histórico-crítico, que duvida das questões do texto bíblico como autoria (teoria eloista-javista, produção textual tardia, tradução oral, etc), datação (geralmente o Antigo Testamento é tido como do século IV a.C. em diante) e várias asserções que negam toda a característica sobrenatural da Escritura. Ao tomar a crítica textual como método de definição de qual o texto bíblico, ou de recuperação do texto bíblico, há a sujeição da doutrina da preservação ao escrutínio da ciência natural, o que pode levar aos problemas de confrontação entre a parte natural da Escritura e sua parte sobrenatural.


A segunda questão é que, dado a falsa sensação de que o escrutínio da academia, regada pelo secularismo, seria uma forma de validar a preservação da Escritura, que é um axioma de nível sobrenatural, muitos se mantém na defesa desse tipo de abordagem para verificar a originalidade do texto sob a impressão de “ser mais científico”. Mas isso não é, de fato, verdade. muitas evidências em favor de um texto, principalmente externas e de famílias textuais e de tradução são ignoradas pela academia, dentro da crítica textual bíblica, devido ao pressuposto naturalista e secularista, para manter o texto numa “preservação natural” ou, como um outro texto qualquer.

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